'Ao som do Tambor'

Mais de 500 mil alunos estudam ao relento em Moçambique

O Ministério da Educação (MINED) indica que 11 mil turmas de alunos de diferentes escolas moçambicanas frequentam as aulas ao relento, o que corresponde a 550 mil alunos, dos quais 6.600, na província da Zambézia, ficaram sem infra-estruturas escolares devido à chuva que cai desde Outubro passado.

Angola e Moçambique vão ficar ligados por caminho-de-ferro

Angola e Moçambique vão ficar em breve ligados por caminho-de-ferro, com anúncio pela Zâmbia do início de um grande projeto ferroviário.
A Zâmbia vai iniciar a construção de uma linha ferroviária que vai ligar Chingola, no coração da antiga província de Copperbelt, à fronteira de Angola, onde se junta ao caminho-de-ferro de Benguela.

Jogos Lusofonia 2014

Goa – A terceira edição dos Jogos da Lusofonia chegou ao fim na quarta-feira, 29 de Janeiro, com a Índia a contabilizar o maior número de medalhas.
O país anfitrião foi o vencedor da terceira edição dos Jogos da Lusofonia, com 92 medalhas, das quais 38 são de ouro. Em segundo lugar ficou Portugal, com 50 medalhas, 18 de ouro.
 
O Brasil, que venceu as duas anteriores edições, ficou classificado em sétimo lugar, com duas medalhas de ouro, do total de seis que arrecadou. Timor-Leste ficou em último lugar nesta edição, tendo vencido apenas uma medalha de bronze. Angola e Moçambique ficaram em quinto e sexto lugares, respectivamente.
 
A Guiné-Bissau ficou em oitavo lugar, com duas medalhas de ouro e uma de prata, Cabo-Verde ficou na nona posição, com 12 medalhas mas apenas uma de ouro, e São Tomé e Príncipe classificou-se em décimo lugar, do total de onze países participantes.

"A Situação Mundial da Infância em Números 2014"

A Guiné-Bissau é o país lusófono com a maior taxa de trabalho infantil: quase 40% das crianças guineenses trabalham, revela um estudo da UNICEF, que coloca Timor-Leste e Angola a seguir neste indicador.
 
O relatório sobre "A Situação Mundial da Infância em Números 2014", divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), esta quinta-feira, revela que na Guiné-Bissau, 38% das crianças entre os 5 e os 14 anos trabalham e 7% estão casadas antes dos 15 anos. Segue-se Timor-Leste, onde 28% dos menores realizam trabalhos e, a seguir, Angola, com uma taxa de 24%.
Quanto ao casamento infantil, Moçambique lidera a tabela dos países onde se fala português, com 14% das crianças a casarem-se antes dos 15 anos. Quase um quarto dos menores moçambicanos (22%) trabalha.
 
No Brasil, 9% das crianças trabalham e 11% casam-se muito jovens. Em São Tomé e Príncipe, as taxas baixam para 8% e 5%, respetivamente. Em Cabo Verde e Portugal, o trabalho infantil ainda prevalece para 3% da população infantil.
 
No estudo, que reporta a dados de 2012, ressalta ainda que Moçambique é o país de língua portuguesa com mais baixa esperança de vida (50 anos), pouco distante de Angola (51) e da Guiné-Bissau (54). Em São Tomé, as pessoas vivem em média até aos 66 e em Timor-Leste chegam aos 67.
 
Com mais idade, os brasileiros têm uma esperança de vida de 74 anos, enquanto os cabo-verdianos podem viver até aos 75 anos. Portugal distancia-se, com uma esperança de vida de 80 anos.
 
Quanto à mortalidade de crianças com menos de cinco anos, Angola é o segundo país do mundo, com 164 casos em cada 1000, apenas suplantado pela Serra Leoa. Seguem-se a Guiné-Bissau (6.º lugar), Moçambique (22.º), Timor (48.º), São Tomé (50.º), Cabo Verde (88.º) e Brasil (120.º). Quase no final da tabela surge Portugal, em 170.º do ranking mundial.
 
Na taxa de nascimentos, Portugal situa-se no fundo da tabela, com 1,3 crianças por mulher. No Brasil, este valor é de 1,8, enquanto em Cabo Verde, a taxa é de 2,3. Na Guiné-Bissau, cada mulher poderá dar à luz, em média, 2,6 crianças, enquanto em São Tomé, este número sobre para 4,1. Em Moçambique chega aos 5,3 filhos por mulher e Angola e Timor-Leste registam seis crianças.
 
Quanto à literacia da população adulta, Moçambique apresenta a taxa mais baixa: apenas metade dos moçambicanos com mais de 15 anos (51%) sabe ler e escrever. Na Guiné-Bissau, esta taxa é de 55% e em Timor é de 58%.
 
Em Angola e São Tomé e Príncipe, 70% dos adultos sabem ler e escrever. A taxa de literacia em países como Cabo Verde é de 85%, no Brasil alcança os 90% e em Portugal regista 96%.

Angola: Marcelo Rebelo de Sousa destaca atualidade de tese sobre a Igreja e a guerra

Trabalho de missionário português visto como «único» no género 
 
 
Lisboa, 10 mai 2011 (Ecclesia) – O professor universitário Marcelo Rebelo de Sousa considerou hoje que a tese ‘«Justiça e Paz» nas intervenções da Igreja Católica em Angola (1989-2002)’, do padre português Tony Neves, é um “trabalho único”.
O arguente externo na defesa da tese de doutoramento em ciência política sublinhou a qualidade dos materiais recolhidos sobre o tema como “um conjunto de depoimentos valiosos”.
 Apresentado na Universidade Lusófona, em Lisboa, o trabalho científico é visto por Rebelo de Sousa como fruto do esforço de um autor que “viveu no terreno e tem o conhecimento presencial”.
 Tony Neves, missionário espiritano, viveu em Angola entre 1989 e 1994.
No seu trabalho de campo, o sacerdote entrevistou várias personalidades da vida angolana – eclesiásticos e da sociedade civil - incluindo Jonas Savimbi, falecido líder da UNITA, e José Eduardo dos Santos, presidente de Angola.
“Chega a ser emocionante ler as entrevistas” aos dois líderes políticos daquele país lusófono, “protagonistas cimeiros do que se passou naquelas décadas”, frisa Marcelo Rebelo Sousa.
Com uma investigação “séria e criteriosa” sobre o ensino da hierarquia em relação aos conceitos de Justiça e Paz, o estudo tem um objetivo: “a Igreja Católica teve um papel, não só de doutrinação, de ensino e de apoio social, mas influência ativa naquele longo conflito”, declarou o arguente.
 Apesar de existir uma tese principal no trabalho científico de Tony Neves, para Rebelo de Sousa a “voracidade do candidato e a sua generosidade transforma a dissertação num somatório de teses”.
Na sua defesa, o novo doutor referiu que se não existisse “uma Igreja forte no Huambo (Angola) quando terminaram os combates”, a “barbárie” ter-se-ia “instalado de uma forma continuada”.
No final, o arguente Marcelo Rebelo de Sousa realçou que foi das “melhores defesas de tese” que assistiu em muitos anos de vida académica.
O júri de defesa da tese de doutoramento do missionário espiritano era constituído por três arguentes externos (D. Manuel Clemente, Marcelo Rebelo de Sousa e frei José Nunes) e três arguentes internos (Fernando Campos, Adelino Torres e José Fialho Feliciano, orientador do trabalho), tendo aprovado o trabalho com “louvor e distinção”.
LFS